Gente, ando pilhada. Sei que a gíria nem combina comigo, mas é assim que me sinto, acelerada, a 100 km por hora, atropelando tudo. Domingo fui fazer a acolhida na abertura da Missa e esqueci de chamar uma pessoa que representava uma das equipes de serviço da comunidade. Quando me dei conta caí em prantos. Melhorei depois que fui consolada pelo marido, pelo Vitor, por amigos próximos e pela própria pessoa que eu esqueci, minha querida Patrícia, cantora da Igreja e coordenadora do grupo de catequistas. Depois discuti com uma pessoa durante os festejos. Em outro momento tenho certeza ouviria calada a reclamação dela. Marido foi me contar que não pagou o plano de saúde pois não havia chegado o boleto e eu antes que ele terminasse a história, gritei um monte de impropérios e desaforos pra ele. Depois que eu me acalmei ele me explicou que o boleto não chegou porque ele havia esquecido que pagou antecipado. Morri de vergonha.
Fiquei pensando nesses rompantes que tem me acometido nesses dias e acho que isso não é normal. Será que estou com o hormônio da tireoide descompensado (tenho hipotireoidismo e faço tratamento há anos)? Será que é só cansaço? Será que esse negócio de fazer dieta tá mexendo muito com a minha cabeça? Ai droga porque não me permito ser gordinha e feliz? Bom, mas isso é para outro post. Quem tem problemas com a balança sabe da necessidade e vontade de emagrecer e da dificuldade de resistir as guloseimas.
Mas estando eu nesse período de tolerância zero, quando nem sequer posso culpar a TPM como expliquei nesse post, entra uma pessoa aqui hoje no meu trabalho, interrompe meu raciocínio para perguntar se eu tenho um livro com as histórias ou biografias de todos os Papas. Procura especificamente um Papa que viveu nos anos 200 D.C. Respondi que não e aí a casa caiu.Gente, o homem ficou possesso, esbravejou dizendo que isso era um absurdo. Onde já se viu uma biblioteca da Arquidiocese não ter um livro desses, que ele iria reclamar com o bispo, com o cardeal. Como pode, continuou o indivíduo, uma Arquidiocese formar padres sem ter o tal livro...e mais bla, blá, blá.
Caramba, foi me dando um nervoso, fui ficando vermelha. Respirei fundo e falei que o nosso acervo é adquirido de acordo com a política da instituição e que nossoobjetivo maior são documentos históricos do Espírito Santo. Aí ferrou pois o cara não entendeu o que eu quis dizer e falou que a Igreja fica se preocupando com o social e não se preocupa em comprar o que interessa (pode?). Nesse momento eu levantei e quando já ia despejar todo o meu nervosismo em cima dele, respirei fundo e fiquei olhando pra cara dele, bem séria, ele foi abaixando o tom de voz. Quando calou a boca perguntei: posso falar? Ele respondeu, sim, pode. Entreguei para ele o endereço da Biblioteca da nossa faculdade de Filosofia e Teologia para ele procurar pelo livro por lá.
Hoje foi por pouco que nã destratei um usuário aqui do Centro de Documentação. Graças a Deus me contive pois é uma característica minha tratar bem todos que chegam aqui e tentar ajudá-los de alguma forma. Esse é o diferencial no meu trabalho. Que Deus me ajude a continuar assim e conseguir no dia-a-dia a ser mais tolerante e mais calma. Agora vou ler os blogues de vocês para me acalmar.
Aos queridos queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso
























