quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tolerância Zero

Gente, ando pilhada. Sei que a gíria nem combina comigo, mas é assim que me sinto, acelerada, a 100 km por hora, atropelando tudo. Domingo fui fazer a acolhida na abertura da Missa e esqueci de chamar uma pessoa que representava uma das equipes de serviço da comunidade. Quando me dei conta caí em prantos. Melhorei depois que fui consolada pelo marido, pelo Vitor, por amigos próximos e pela própria pessoa que eu esqueci, minha querida Patrícia, cantora da Igreja e coordenadora do grupo de catequistas. Depois discuti com uma pessoa durante os festejos. Em outro momento tenho certeza ouviria calada a reclamação dela. Marido foi me contar que não pagou o plano de saúde pois não havia chegado o boleto e eu antes que ele terminasse a história, gritei um monte de impropérios e desaforos pra ele. Depois que eu me acalmei ele me explicou que o boleto não chegou porque ele havia esquecido que pagou antecipado. Morri de vergonha.


Fiquei pensando nesses rompantes que tem me acometido nesses dias e acho que isso não é normal. Será que estou com o hormônio da tireoide descompensado (tenho hipotireoidismo e faço tratamento há anos)? Será que é só cansaço? Será que esse negócio de fazer dieta tá mexendo muito com a minha cabeça? Ai droga porque não me permito ser gordinha e feliz? Bom, mas isso é para outro post. Quem tem problemas com a balança sabe da necessidade e vontade de emagrecer e da dificuldade de resistir as guloseimas.
Mas estando eu nesse período  de tolerância zero, quando nem sequer posso culpar a TPM como expliquei nesse post, entra uma pessoa aqui hoje no meu trabalho, interrompe meu raciocínio para perguntar se eu tenho um livro com as histórias ou biografias de todos os Papas. Procura  especificamente um Papa que viveu nos anos 200 D.C. Respondi que não e aí a casa caiu.Gente, o homem ficou possesso, esbravejou dizendo que isso era um absurdo. Onde já se viu uma biblioteca da Arquidiocese não ter um livro desses, que ele iria reclamar com o bispo, com o cardeal. Como pode, continuou o indivíduo, uma Arquidiocese formar padres sem ter o tal livro...e mais bla, blá, blá.
                                              

Caramba, foi me dando um nervoso, fui ficando vermelha. Respirei fundo  e falei que o nosso acervo é adquirido de acordo com a política da instituição e que nossoobjetivo maior são documentos históricos do Espírito Santo. Aí ferrou pois o cara não entendeu o que eu quis dizer e falou que a Igreja fica se preocupando com o social e não se preocupa em comprar o que interessa (pode?). Nesse momento eu levantei e quando já ia despejar todo o  meu nervosismo em cima dele, respirei fundo e fiquei olhando pra cara dele, bem séria, ele foi abaixando o tom de voz. Quando calou a boca perguntei:  posso falar? Ele respondeu, sim, pode. Entreguei para ele o endereço da Biblioteca da nossa faculdade de Filosofia e Teologia para ele procurar pelo livro por lá.
     

Hoje foi por pouco que nã destratei um usuário aqui do Centro de Documentação. Graças a Deus me contive pois é uma característica minha tratar bem todos que chegam aqui e tentar ajudá-los de alguma forma. Esse é o diferencial no meu trabalho. Que Deus me ajude a continuar assim e conseguir no dia-a-dia a ser mais tolerante e mais calma. Agora vou ler os blogues de vocês para me acalmar.

Aos queridos queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso
                                                      

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Missão Cumprida

Gente sumi aqui do meu blog e estou até atrasada com as visitas e os comentários nos cantinhos dos amigos. Justifico minha ausência alegando a ressaca do fim de festa. Sabe, aquele cansaço que impede a gente de pensar direito e um sono que a gente demora a colocar em dia? Assim estou me sentindo. A festa da comunidade é sempre muito cansativa. Vocês devem saber que a equipe é reduzida e quem coordena acaba participando de todas as etapas e todos os detalhes. Por isso marido e e eu estamos assim tão cansados. Ele, coitado ainda está as voltas com toda a contabilidade dos festejos.


A imagem ornamentada pelos membros das Pastorais no momento de Acolhida da Missa do dia 13de junho


Olha o tamanho dessa lindinha fazendo a leitura da Palavra durante a Missa

As mulheres fazendo strogonof para o jantar


 Vitor arrumando o salão para o jantar (a de blusa laranja é a Mara do Mundo MaraVilhoso)


                                      
Dando as boas vindas a todos, marido do lado com cara de desconsolado, mas acho que era cansaço. Todos os anos dia dos namorados é assim, muito trabalho e pouco namoro. Rsrsrs

Os participantes do Jantar, 136 pessoas

                                          Marido se acabando de dançar- um show a parte


Mara e Guilherme dançaram muito com direito a coreografia e tudo.
 Trabalhamos mas nos divertimos também


Até o Vitor caiu na dança

Entregando os prêmios do sorteio

Foram momentos de muita partilha, confraternização, alegria, amizade, tantos sentimentos bons.Claro que teve cansaço, stress...mas nada se compara ao que a comunidade saiu ganhando no final. Percebemos que, apesar de tantas dificuldades estamos unidos na fé e com um objetivo único, a construção de um mundo melhor. Agora vou colocar minhas visitinhas em dia.

Aos queridos e queridas que passam por aqui, deixo o meu abraço carinhoso.


domingo, 13 de junho de 2010

Blogagem Coletiva Espiritual Ecumênica




ESPIRITUALIDADE É REPENSAR NOSSA EXPERIÊNCIA DE FÉ
Parei para pensar nesse tema e como colocá-lo aqui de maneira que ficasse  claro e ecumênico. Vocês já devem saber que professo a fé católica, mas acho fundamental o respeito a fé das pessoas e ao direito que todos têm de pensar diferente, de viver a sua espiritualidade da melhor forma possível.

Pensando nesse direito percebi que não há outro jeito de expor o meu pensmento para essa blogagem coletiva de hoje. Vivo minha experiência de fé numa Comunidade Eclesial de Base, a comunidade de Santo Antônio. Essa experiência me enriquece a cada dia, me faz mais forte a cada momento de comunhão que vivo lá. A festa de nosso padroeiro que está acontecendo nesse final de semana é um desses momentos. Para mim (veja bem, para mim, pois sei de pessoas que vivem diferente a sua fé) não há como experimentar Deus sozinha, em casa. Deus é Trindade, portanto, na forma que eu entendo, Deus  é comunidade.
                                

Nosso padroeiro é Santo Antônio, dos Pobres, de Pádua ou de Lisboa. A minha experiência de fé passa pela história de Antônio. Um rapaz de família abastada que abandonou a riqueza para viver a sua fé e a defesa dos mais fracos.

                                                

 Santo Antônio, comovia-se com a situação dos pobres e  distribuíra entre eles todo o pão do convento. Isso e uma experiência de fé - a partilha.



Hoje é dia de Santo Antônio e o seu testemunho nos ensina que é preciso partilhar pão e coração e assim construir um mundo melhor, independente da fé que professamos.

Desejo um dia de muita fé e partilha para vocês.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Atarefada



Gente ando sumida por aqui mas claro sem deixar de dar uma passadinha nos blogs de vocês. Acontece que estou nos preparativos da Festa de santo Antônio, padroeiro da minha comunidade, que começa no dia 10  e termina exatamente no dia dele 13 de junho. São muitas atividades: tríduo, jantar e baile das famílias, missa e festinha com comidas típicas. Coisas simples mas que fortalecem a comunidade e animam a caminhada. Não só eu estou trabalhando temos uma equipe cheia de disposição , né Mara?


Aproveito para falar do livro que estou lendo nas horas vagas, Maldição e Glória: a vida e o mundo do escritor Marcos Rey.


Marcos Rey é o pseudônimo de Edmundo Donato, escritor paulista (17/2/1925-1/4/1999). Autor de 45 livros, entre eles romances policiais ambientados em São Paulo. Edmundo Nonato, seu nome verdadeiro, nasce no bairro do Brás, filho caçula de um empresário gráfico de formação presbiteriana. Entra em contato com a literatura pela obra de Monteiro Lobato, impressa na gráfica do pai.

Termina o curso clássico aos 18 anos e, quando se preparava para ingressar na faculdade de direito, é acometido por lepra e recolhido no Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, em regime de prisão. Em 1946 foge a pé para o Rio de Janeiro, onde vive entre o subúrbio e a zona de prostituição da Lapa. (ESSE É O GRANDE SEGREDO DE MARCOS REY QUE CARLOS MARANHÃO REVELA)


 

A experiência serve de subsídio para obras como O Enterro da Cafetina (1967) e Memórias de um Gigolô (1968). Sobrevive de traduções de livros infantis e de cartas que escreve para prostitutas analfabetas. Volta para São Paulo, curado da lepra, e em 1953 publica seu primeiro livro, Um Gato no Triângulo. Assina 30 roteiros de cinema, entre eles várias pornochanchadas.

Em 1967 faz sua primeira telenovela, O Grande Segredo. Escreve capítulos para o programa infantil Vila Sésamo e é um dos responsáveis pela adaptação de Sítio do Picapau Amarelo para a televisão. Na década de 80 inicia sua obra infanto-juvenil a pedido da Editora Ática, pela qual publica sucessos de venda como O Mistério do Cinco Estrelas e O Rapto do Garoto de Ouro. Morre em São Paulo, de câncer no fígado.
Fonte: http://www.algosobre.com.br/biografias/marcos-rey.htmlEstou adorando. Leitura gostosa que revela a história fascinante de um autodidata que gostava de contar boas histórias.

Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso!




sábado, 5 de junho de 2010

Blogagem Coletiva Espiritual

ACOLHIDA

Nasci, tenho certeza,  para acolher. As vezes parece o contrário mas garanto ser essa minha primeira vocação. Tento todos os dias viver verdeiramente de coração aberto para o outro, principalmente os que são diferentes, os que pensam diferentes. Ver Deus em todas as pessoas, como forma maior de ACOLHIDA. Estar disponível sempre para oferecer o ombro, oferecer o pão necessário, a Palavra que alimenta, o abraço que acalenta.



No exemplo de Maria, que acolheu o Menino Deus em seu ventre, vivo a experiência de acolher os meninos que Deus me mandou, Vinícius e Vitor. E hoje é o dia de agradecer a Deus a graça de ter acolhido o Vitor, meu companheiro inseparável há exatos 15 anos. Hoje é o seu aniversário e como me sinto feliz e realizada em tê-lo perto de mim. Sua alegria, seu jeito carinhoso e responsável são alentos para o meu coração de mãe.



Hoje não há outra maneira de falar sobre espiritualidade sem falar do meu filho


Sou uma pessoa melhor apenas por ser sua mãe

Vitor  com seis  meses e Vinícius com 5 anos

Nós dois visitando uma exposição aqui em Vitória


Com oito anos, sempre charmoso e lindo

MEU FILHO COMO AMO VOCÊ!






quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Elixir da Juventude

Contam as minhas tias e a minha avó (minha mãe também contava) que quando eu era bem pequena, ficava paradinha com o olhar perdido e numa posição muito séria. Quando me viam assim, perguntavam:
- O que você tem menina?
Eu respondia
- Nada, só tô pensando.
Inconformadas com a resposta, perguntavam então:
- Mas pensando em que?
E eu seriamente dizia:
- Pensando na vida.
Isso sempre foi motivo de graça na minha família, afinal pode uma criança com pouco mais de dois anos ficar pensando na vida? O que pode passar na cabeça de uma menina de tão pouca idade, além de sonhos alegres e doces fantasias?  Sempre achei que envelheci antes da hora. Assim foi a vida toda, sempre com respostas adultas, atitudes adultas, muita seriedade e poucos momentos para brincar  e rir do nada. Estava eu  sempre "pensando na vida", preocupada com a minha vida e das pessoas ao meu redor. Isso não é mérito, pode acreditar, pois as coisas deveriam ter seguido um curso natural e eu deveria ter amadurecido no tempo certo.
O ápice desse "amadurecimento precoce" se deu quando aos 34 anos simplesmente parei de menstruar, assim do nada. Depois que tive meu segundo filho com 31 anos comecei a sentir os sintomas da pré menopausa. Mas nem imaginei o tamanho do problema e nem sequer cogitei a possibilidade de menopausa precoce e da impossibilidade de futuramente ter outro filho (um terceiro) ou outra filha como sempre desejamos. Mas não deu mesmo. Em maio de 1999 foi embora para nunca mais voltar. Exames solicitados  constataram útero e ovários envelhecidos e atrofiados. Paciência! Depois disso, para amenizar os sintomas (horrorosos) da menopausa  e garantir uma melhor qualidade de vida, só reposição hormonal.

Pensa que esse envelhecimento se deu apenas no corpo? Que nada!As vezes me sinto mais velha que vovó, mais cansada do que aquelas lindinhas da terceira idade que ficam lá na praia fazendo hidroginástica na maior animação. A cabeça envelheceu também. Som alto e barulho me irritam, falta paciência pra brincar com as crianças e rolar no chão com os sobrinhos e afilhados. As vezes a tolerância é zero e nem posso dar a desculpa da TPM. Mas confesso que estou melhorando. 

O Blog tem exercido um papel importante na minha vida. É como se fosse uma espécie  de elixir da juventude. Tenho  vários amigos por aqui, que são mais novos do que eu, que têm idade para serem meus filhos. Tenho também amigas e amigos da mesma idade ou mais velhos um pouquinho. Mas principalmente tenho amigos do mesmo tempo. Amigos do tempo de ser feliz, do tempo de buscar um equilíbrio entre o amadurecimento e a juventude. É como se agora eu fizesse o processo inverso, parando o relógio do tempo. Como se  esse diário virtual  me ajudasse a recuperar a juventude que ficou pra trás, esquecida, sem que muitas vezes eu tivesse me dado conta dela.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Livro Vai Acabar?



Pergunto se o livro tradicional, aquele feito de papel, capa dura, costurado ou colado,  que a gente carrega na bolsa, nas mãos, no bolso, para todos os lados, vai acabar, desaparecer. Com o avanço da tecnologia muita gente ficou preocupada pois surgiram os e-books, os livros eletrônicos. Você lê no computador, no MP4, no celular (credo alguém consegue ler um livro no celular?). Mas essas dúvidas, volta e meia, surgem no cenário biblioteconômico para colocar sempre uma pulga atrás da orelhas dos profissionais, dos amantes dos livros e de todas aquelas pessoas que sentem um prazer enorme em tocar, alisar, abrir páginas, cheirar e claro, ler um livro.         
                                                      
Ontem lendo um artigo de Ubiratan Brasil no Jornal A Gazeta, de Vitória ES, me deparo com o seguinte título,  "Os mestres garantem: o livro não vai acabar". Os mestres a quem se refere o título são: Umberto Eco e Jean-Claude Carrière. Ambos bibliófilos, escritores, um ensaísta (Eco) e outro roteirista (Carrière). Segundo os escritores o formato físico do livro sobreviverá ao e-book. Essa conclusão animadora para quem sofre com a perspectiva do fim do livro surgiu depois de conversa entre os dois e acabou resultando no livro: "Não contem com o fim do livro".


                                                 
Na obra recentemente lançadas pela Editora record, Eco compara a invenção do livro à da roda e diz que  apesar de todo o desenvolvimento que passa a transmissão da  informação, a base é a mesma. Para ele o livro é o meio mais fácil de transportar informação.


Fico pensando qual será realmente o futuro do livro e  mais, qual será o futuro da informação. Quando surgiram os computadores, que beleza, quanta coisa poderíamos guardar, armazenar e nem nos demos conta que menos de 10 anos depois os computadores modernos não seriam mais capazes de ler disquetes (esse também é um questionamento dos autores).  

Tenho aqui, no arquivo que coordeno, livros manuscritos do século XVIII. Se as  informações contidas neles  estivessem apenas  em meios eletrônicos ainda existiriam? Não sei responder mas tenho certeza que preciso preservar os livros para as futuras gerações. Mas gostaria de saber a opinião de vocês: O livro vai desaparecer?


E-book

Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso!