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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Meu menino se barbeando

Ai que dificuldade de sentar aqui pra escrever qualquer coisa no blog. Em 1988, a Campanha da Fraternidade (realizada pela Igreja Católica no Brasil na época da quaresma) discutiu a questão dos negros no Brasil, a escravidão, o racismo e as políticas de inclusão desse povo vindo da África que ajudou a construir o Brasil. Mas, mesmo sendo 13 de maio,  não vou falar de escravidão e sim de um sentimento que acometia os negros chamado BANZO, que numa tentativa de tradução significa melancolia, tristeza, saudade. Um sentimento próprio daqueles que foram tirados a força de suas casas, seu lugar e escravizados. Exageros a parte, estava (estou)  assim, de banzo, uma tristeza que tem explicação, mas que por hora, nem consigo falar sobre ela.

Mas fico pensando, que coisa mais chata os meus amigos ficarem lendo sobre minhas tristezas, que pessoa sem graça devo parecer. Mas como esconder o que sinto? Simplesmente não consigo, sou assim,  transparente. Porém  tenho uma facilidade enorme de esquecer tudo, passar por cima das pedreiras e recomeçar. Então no domingo de manhã, estávamos (eu, marido e o Vitor - o filho mais novo) nos arrumando para a missa. Quando cheguei na porta do quarto dos meninos deparei com uma cena que não podia, de modo algum,  deixar de fotografar. Fui quietinha pegar a máquina, porque talvez nunca mais consiga fazer uma outra foto dessa e a imagem pode se perder pra sempre na minha memória. 




O pai ensinado o filho a se barbear. Esse menino de apenas 14 anos, mudando a voz, tornando-se homem agora já faz a barba também. Até outro dia ele era assim: 

 
Na foto com Dany o poodle que está conosco até hoje

Aqui no colo do pai no aniversário de dois anos e agora está  mais alto que ele.

Não poderia mesmo, apesar da falta de assunto para postar, da melancolia que toma conta de mim, não poderia deixar de mostrar as imagens dessa fase da vida de meu filho, imagens que dizem tanto pra mim. Esse filho companheiro que muitas vezes com um olhar sabe o que estou sentindo e até mesmo o que quero falar. Esse filho, tão responsável, mas apenas uma criança (ele vai detestar ler isso) que chama minha atenção quando falo alto e dá provas todos os dias do seu amor por mim. Amo você também meu filho.