Gente, estou bem, mas hoje teve acúmulo de trabalho, visitas no Centro de Documentação e Internet com problemas. Por isso não postei antes e nem deixei meus recadinhos carinhosos nos blogs de vocês. Continuo sendo abraçada e estou muito feliz com tanto carinho. Amanhã vou vistar a minha avó. Isso mesmo ainda tenho avó. Ela está com mais de 90 anos, lúcida, mas infelizmente sem poder se locomover. Mas vai levando a vidinha dela com todos os problemas de saúde. Estou lendo a biografia de Vinícius de Moraes e hoje deixo esse poema, que eu adoro especialmente vocês que gosto tanto.
Poema enjoadinho
Filhos . . . Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete . . .
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los . . .
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
(Vinícius de Moraes)
Os meus enjoadinhos!
Na varanda da minha casa no dia da primeira comunhão do Vinícius
Não me pergunte porque estamos tortos nessa foto. Vitor ainda usava aparelho externo.
Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso.
