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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Biblioterapia


                                      


Já escrevi várias vezes aqui no blog como adoro minha profissão. Sou bibliotecária documentalista e venho ao longo do tempo me especializando em documentos eclesiásticos. Todos os dias há uma infinidade de papeis antigos, amarelados pelo tempo e por suas próprias histórias e trajetórias. Cada documento guardado aqui tem um valor inestimável para a instituição, mas as vezes encontramos outros que são, pelas suas particularidades mais importantes ou mais preciosos. Outro dia encontrei uma carta do Juscelino Kubitschek de Oliveira, presidente do Brasil entre 1956 e 1961, escrita de próprio punho, endereçada ao Dom João Batista da Mota e Albuquerque, sexto Bispo do Espírito Santo e primeiro Arcebispo de nossa Diocese. E assim vai se realizando o trabalho, encontrando sempre papeis que mais do que o tempo, revelam histórias e guardam a memória do povo. Esse trabalho é mesmo adorável, cada dia uma experiência nova é assim que defino minhas atividades.


Porém há uma área da Biblioteconomia que me encanta, a Biblioterapia que utiliza o conteúdo dos livros como recurso terapêutico. Hoje passeando pelos blogs, como faço logo cedo, entrei no blog da Monica do Inventadeira de Moda e fiquei encantada com o que ela chama de TERAPIA LITERÁRIA DAS CARTAS. A Monica é jornalista, mas como disse num comentário que deixei no seu blog, acho que ela tem uma bibliotecária guardadinha dentro dela. Essa terapia que a amiga propõe nada mais é do que Biblioterapia. 


Ela propõe escrever cartas com trechos de livros e enviá-las para pessoas que estejam passando por momentos difíceis. Os textos certamente devem fazer alusão aos problemas enfrentados pelas pessoas como bem escreve a Mônica no seu post. Tenho uma experiência parecida com relação a uma tia que adoro, a tia Alice, que não acessa a net e nem pretende acessar e então recebe, via carta, escrita a mão, os textos que posto aqui no blog. O resultado tem sido fabuloso pois criou um laço muito mais forte entre nós duas. Claro que longe de mim achar que essa experiência é Biblioterapia, mas para mim indica que escrever e ler é sempre um ato terapeutico.

Acredito que várias amigas blogueiras têm capacidade e talento para realizar a experiência de escrever para alguém, que não acessa a internet, textos seus ou de livros que ajudarão uma pessoa carente e sedenta de uma palavra carinhosa ou motivadora. O que vocês acham disso? Eu estou animada de começar algo assim com trechos de livros, digitados por mim, pois escritos a mão seriam inviáveis por causa do tempo. Pretendo amadurecer a ideia. Como a Inventadeira de moda bem  escreveu, antes de ajudar os outros, a TERAPIA LITERÁRIA DAS CARTAS ( ou dos livros)  ajuda a gente mesmo.

Estarei fora no final de semana num Encontro de Casais na Barra do Jucu em Vila velha, mas deixei programado o post de domingo da Blogagem Coletiva Espiritual e na segunda estarei aqui marcando presença no Arco Iris proposto pela Glorinha do Café Com Bolo.

Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso.