Gente querida estou bem melhor. Agora só uma tosse chata que estou tratando também com remédios naturais. Só vou tomar os alopáticos se não tiver jeito mesmo.
Hoje quero partilhar com vocês as impressões do livro que estou terminando de ler. Minha razão de viver : memórias de um repórter, de Samuel Wainer tem se apresentado como uma leitura muito interessante e com informações preciosas sobre os bastidores da política nas décadas de 50 e 60.
Wainer foi o dono do jornal Última Hora e narra a sua trajetória como jornalista e dono de jornal tendo como pano de fundo a história política do país. A volta de Getúlio Vargas ao poder até o suicídio em 1954, a chegada ao poder de Juscelino Kubischeck, Jânio Quadros e sua renúncia, as negociações para a posse de João Goulart e logo depois o golpe de 64 e a instalaçao da Ditadura Militar são apresentados sob a ótica e o testemunho do autor. Tudo narrado na primeira pessoa, prova de quem viveu e acompanhou todos os fatos. Vale ficar atento a narração das negociatas e o poder dos meios de comunicação no Brasil onde a maioria dos veículos estão a serviços de grupos econômicos e e políticos.
Edição do jornal Última Hora no dia dio suicídio de Vargas e seu criador Samuel Wainer
Adoro esse tipo de leitura reveladora de um passado que explica, muitas vezes, o que vivemos no presente. Ainda hoje ainda irei a Biblioteca pegar, Chatô: o rei do Brasil de Fernando Moraes. Fiquei interessada na biografia desse homem que mandava e desmandava no Brasil, era dono de vários jornais e segundo Wainer e outros autores, não respeitava ninguem, só se importava com os seus próprios interesses. Assis Chateaubriand foi também o dono da TV Tupy.
Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso.



