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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Blogagem Coletiva - Felicidade

Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Gonzaguinha canta: O que é o que é

Poderia eu dizer tanta coisa sobre felicidade. Como ser feliz ou não mas acho que essa música diz tanto e então quero partilhar com vocês nessa Blogagem Coletiva Sentimentos proposta pela Glorinha do Café com Bolo

O Que é o Que é? - Gonzaguinha


Eu fico com a pureza
Das respostas das crianças
É a vida, é bonita e é bonita, no gogó
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus!
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mais isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita.
É a vida? E a vida o que é, diga lá meu irmão
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é o que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, um tempo, que não dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador, numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não e o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça,
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda e a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Das respostas das crianças
É a vida, é bonita e é bonita.
Viver......

Hoje felicidade pra mim tem gosto de feriadão. Com uma proposta de ficar em casa, com a família, vendo filmes deliciosos, acordando tarde, passeando, almoçando na praia, vivendo. Sim, pra mim felicidade é viver...
Ah o feriado aqui vai até quinta. Pois temos o sábado, domingo, segunda (será dia abonado pra mim e para o marido ponto facultativo), terça (sete de setembro) e quarta (dia da cidade de Vitória). Portanto só volto ao trabalho na quinta. Isso é ou não é um motivo de felicidade?  Simples assim.

Um dia muito feliz pra você que veio até aqui

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Quem é que te faz feliz?

Ônibus é local excelente para rezar, quase um templo, rsrsrsrs. Ônibus é um lugar ótimo pra ler, pelo menos pra mim  pois tem gente que detesta. Ônibus e longas distâncias,  bom lugar para pensar. Então aproveitando o lugar e o tempo fiquei pensando ontem, na volta pra casa, sobre a importância de ser feliz.
Lembrei que visitando blogs acabei encontrando um texto que dizia que durante um seminário perguntaram para uma esposa, com o marido do lado, se o seu companheiro a fazia feliz. Ele já sabia a resposta pois durante tantos anos de casamento ela nunca havia reclamado de nada e todos os amigos e conhecidos comentavam como os dois viviam bem. Para a perplexidade do marido a mulher respondeu um sonoro NÃO. E complementou: meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz. EU SOU FELIZ! O fato de ser feliz ou não, não depende dele e sim de mim. Veja o texto aqui

Achei esse texto genial e fui embora pensando nele. Pensei como está em nossas mãos a felicidade e ao mesmo tempo, como colocamos a nossa felicidade na mão do outro. Pensei que apesar de todos os pesares, de todas as lágrimas, de tantos problemas, tenho buscado ser feliz  por mim mesma, e tenho procurado a felicidade em coisas pequenas, gestos simples e até em meias palavras.


Claro que eu poderia ser muito mais feliz. Se eu tivesse mãe, se meu pai tivesse me amado desde hora da minha concepção ou do momento em que nasci, se ele tivesse me assumido, se eu tivesse terminado a faculdade mais cedo, se o meu filho mais velho fosse menos fechado e mais carinhoso, se o meu filho mais novo tirasse notas mais altas no colégio, se meu marido entendesse sem tantas explicaões as coisas que quero, se não tivessem roubado meu carro, se, se, se...

Mas percebi que possso ser feliz com o que tenho. Sou feliz pela memória e pela história que minha mãe deixou. Sou feliz por meu pai ter reconhecido que sou sua filha. Sou feliz porque terminei a faculdade, com meus filhos presentes na minha formatura, ouvindo a mãe oradora falar da alegria de estar ali e da importância dos estudos na vida da gente. Sou feliz porque meu filho é estudioso, responsável, querido e talentoso. Sou feliz porque consegui (na verdade conseguimos) pagar o carro, prestação por prestação, mesmo sem usufruir do mesmo (não tinha seguro o danado). Sou feliz porque meu marido é um homem bom, honesto, carinhoso e companheiro, apesar de, as vezes, complicado.

Descobri prazer e felicidade em coisas simples, como ter um bom livro nas mãos, fazer amigos no blog, bordar uma toalha, arrumar a minha casa, fazer o meu trabalho....e tantas coisas mais que nem consigo enumerar.

Tive a infeliz ideia de comentar esses pensamentos com uma pessoa (só agora percebi que esquisita ela é ou eu talvez seja esquisita e nem me dei conta) e ela me diz: como pode alguém andar de ônibus e ser feliz ou achar que é feliz. Só você mesmo Giovanna! Ai que raiva, pra que fui falar disso com ela? Mas lembrei da minha amiga, a reporter Simony Leite, talentosíssima, linda, que uma vez me falou: já fui tão feliz comendo pão com mortadela. Bom, esse texto ficou parecendo copiado da Eleanor H. Porter (do livro Pollyana - a do jogo do contente), paciência. Nunca canso de dizer que tenho vocaçãopra ser feliz. Mas acho que o melhor mesmo é descobrir que pra ser feliz preciso de muito pouco. Se você teve paciência de ler isso tudo, responda-me: "quem te faz feliz?".