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domingo, 11 de setembro de 2011

Esse filho que Deus me deu

Amo demais meus filhos, as blogueiras que são mães sabem do que estou falando. Talvez por isso sofra tanto por eles, com eles. O Vitor é um filho de ouro um menino amado por todos os que estão a sua volta. Outro dia um amigo comprou uma agenda que estavam vendendo aqui na comunidade e me disse que iria dar de presente para o filho que todo mundo queria ter e deu para o Vitor. Fiquei mega orgulhosa por meu filho ser tão querido, educado com as pessoa, sempre companheiro.

Semana passada vestiu roupa social e foi para a Assembleia Legislativa apresentar um trabalho sobre a ONU. Os alunos falaram sobre diversos países. Estudaram sobre suas características, línguas, economia, população... Vitor apresentou a Suíça. Amei essa foto dele na tribuna da Casa de Leis do meu Estado e queria muito compartilhar com vocês. Mas não se preocupem pois acredito que ele não tenha vocação pra deputado. Para falar em público sim, mas pra político não.

Feriado aqui em casa foi de muito trabalho, artesanato, bordado e faxina na casa. Tempo escasso até mesmo para visitas e postagens. Amanhã mostro  os trabalho que fiz. Bjs

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mãe você é tão engraçada!


Essa frase ouvi do Vitor na quarta-feira passada. Na verdade nem me acho engraçada, as vezes sou sisuda, rio pouco. Mas Vitor, que é meu companheiro, amigo, camarada, me acha engraçada. Se o Vitor acha isso então eu sou. Mas porque ele disse isso nesse dia? Vou explicar. Era dia de jogo do Flamengo que é  o time do coração de marido. Havia acabado de fazer meu trabalho (aquele trabalho que assumi e faço depois que chego em casa - meu segundo tempo), sentei no computador para ver meus e-mails. Marido estava deitado na cama vendo o jogo, aquele jogo que deu o que falar, o duelo entre Neymar, Ganso e Ronaldinho gaúcho (acho que estou començando a entnder de futebol). De repente saiu um gol e eu começo a gritar e pular na cadeira, respondendo meus e-mails, gooollllll. Vitor não se conteve e falou: mãe você é tão engraçada, tá aí no computador, nem sabe o que tá acontecendo e sai um gol,nem sabe do que se trata e fica igual uma doida gritando gol e pulando sentada, kkkkkkkk. Só você mesmo mãe.

Agora imaginem a cena. Minha saída para explicar a doideira foi responder que eu torço pelo SEU PAI FUTEBOL CLUBE, se marido estava lá gritando, feliz da vida, porque o time dele estava fazendo gol e empatando com o Santos (depois ganhou de 5X4, lembra?), vê seu eu não iria ficar feliz também e gritar gol. Aí o Vitor me achou mais engraçada ainda. Mãe, torcer pelo SEU PAI FUTEBOL CLUBE, é demais, só você mesmo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Feliz Aniversário Filho!!

Comemorar o aniversário do filho é comemorar também  meu aniversário de mãe. É celebrar o dia em que a vida teve outra dimensão e outro valor  pra mim.


Vitor aos 4 anos  

                         
Vitor hoje, com 16 anos

Filho, Feliz Aniversário!! Todas as bençãos do céu pra você.

Lembrei hoje com saudade da música que um dia vcoê cantou pra mim numa comemoração do dia das mães na escola:
QUANDO DE TE VI
Nem o sol
Nem o mar
Nem o brilho
Das estrelas
Tudo isso
Não tem valor
Sem ter você...

Sem você
Nem o som
Da mais linda
Melodia
Nem os versos
Dessa canção
Irão valer...


Nem o perfume
De todas as rosas
É igual
À doce presença
Do seu amor...

O amor estava aqui
Mas eu nunca saberia
Do que um dia se revelou
Quando te vi...

Nem o perfume
De todas as rosas
É igual
À doce presença
Do seu amor...

O amor estava aqui
Mas eu nunca saberia
Do que um dia se revelou
Quando te vi...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

De Repente Você Cresceu !

De repente me dei conta que você cresceu. Até outro dia você era tão pequeno que seus passos se sustentavam nos meus. Agora com essa voz firme e a barba farta no rosto, todos os dias, você tenta me convencer que cresceu.

De repente me dei conta que você cresceu. Agora pensa no futuro e o futuro pra você tem uma dimensão muito maior. Antes o amanhã estava longe demais e hoje começa a entender todo o caminho que precisa percorrer para se realizar como pessoa.

De repente me dei conta que você cresceu. Aquele meninho que até outro dia usava uma linguagem que somente eu entendia, veio me dizer que sente um chamado muito forte para uma missão muito maior. Como assim meu filho? Para mim sua missão era somente fazer a festa e a alegria na vida dos seus pais, mesmo quando eles estivessem velhinhos. Mas você vem me dizer, em outras palavras, que cresceu, que já sabe fazer escolhas e que sua missão vai além da minha casa.

Hoje só posso dizer que qualquer que seja o caminho, a missão, a vocação, a escolha que venha a fazer na vida, estarei sempre ao seu lado, apoiando e abraçando. Mas não me leve a mal se por acaso eu esquecer do seu tamanho e, como se ainda fosse um menino, cantar aquela canção de ninar para você. Por mais que seus pés cresçam e suas pernas o levem para longe, sempre vou olhar para você como se ainda calçasse aquele sapatinho branco do dia do seu batizado.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu Tenho a Fooorça!!

Imagem daqui
Amamentar...Sonhei com isso por rmuito tempo. Desde quando me senti mulher. Sonhei que um dia eu mesma seria, divinamente, alimento para minhas crias. Ah como sonhei com isso!. Mas, como é comum a quase todo sonhador, por diversas vezes achei que não seria possível realizá-lo, que não saberia fazê-lo. Ignorava que essas coisas não nos ensinam, nascemos sabendo. Mas juro que, mesmo duvidando de minha capacidade, quando sonhava sentia exatamente o que senti desde a primeira vez que aquela boquinha pequena sugou o meu seio, desde que vi aqueles olhinhos ariscos pedindo meu peito pra saciar sua fome.

Imagem daqui

Tinha 26 anos quando nasceu meu primeiro filho, Vinícius. Hoje ele tem 20, está na faculdade de Jornalismo e é muito talentoso (coisa de mãe babona mesmo escrever isso no meio desse texto). O filho desejado, esperado e amado trouxe junto com ele, ao nascer, sentimentos que nunca pensei que pudessem existir e que nunca pensei que pudesse sentir. Entretanto com 4 kg e 360 gramas o menino grande queria mamar mais que os das outras mães da maternidade. E eu, a mãe de primeira viagem, me assustei com o bico do peito rachado, com os espaçamentos curtos entre uma mamada e outra. Sofri muito, e nesse sofrimento, um tanto deprimida, permiti que outras pessoas interferissem nessa relação, única, de cumplicidade, entre mãe e filho.

Ouvi inúmeras vezes que meu leite era fraco, que eu não sabia cuidar do meu bebê, que era desajeitada. Ouvi tanto que acreditei. Como ele chorava muito acabei dividindo com uma mamadeira e com outro leite, um papel que era só meu por direito e por dever. Assim em dois meses meu pequeno acabou preferindo a mamadeira, onde sugar era muito mais fácil e menos trabalhoso, e largou o peito, é lógico. As vezes me pergunto que mãe fui eu que não consegui fazer meu filho entender que, se eu perdia com esse abandono, ele perdia muito mais, nossa relação também perdia.



Quando estava com 31 anos, fiquei grávida do segundo filho, o Vitor (hoje com 15 anos). Mais madura e segura, também fiquei um pouco deprimida depois do parto, porém consciente de tudo o que tinha que viver naquela relação. Se o Vinícius chorava muito, o Vitor chorava três vezes mais. Mesmo assim mantive a calma e oferecia o peito quantas vezes ele quisesse, o que me custou noites insones, mas resisti. Ninguém conseguiu me convencer que meu leite era fraco. Não permiti que ninguém me ensinasse como cuidar do meu filho.


imagem: os5gatos.blogspot.com
Quando ele tinha quase dois meses passamos, marido e eu, a noite em claro com o menino que chorava sem parar. Ao amanhecer fomos, a família toda (pai, mãe e irmãozinho) para o hospital pois outra noite daquela não merecíamos passar. Chegando lá a pediatra examina daqui, examina dali, conversa, pergunta algumas coisas, e finalmente me diz que estava clinicamente tudo bem e que parecia somente um pouco de cólica. Mas a grande notícia dessa consulta foi a constatação de que ele havia engordado 600 gramas em 10 dias e, acreditem, apenas com o meu leite. Como fiquei feliz!!Abracei a doutora, meu marido abriu o maior sorriso, beijei meu filhote. Vinícius, com cinco anos, não estava entendendo nada mas percebeu que saí do consultório totalmente diferente, confiante, altiva, poderosa.

Imagem: batompink.com.br


Cabeça erguida, peito pra frente, bebê nos braços, ia passando pela sala de espera como se fosse uma heroína ou a mistura de várias delas. Naquele momento preferi parafrasear um herói masculino, por não encontrar nada melhor pra dizer e balbuciei sozinha: “Eu tenho a fooorrrça!!”. Sim eu tinha a força e minha força vinha de Deus, o Criador de tudo, e daqueles dois seres pequeninos, com carinhas de anjos, que Ele me enviou para cuidar e para me capacitar com poderes sobre-humanos.

Texto elaborado a pedido do Maria Lúcia do blog Asas da Imaginação , que é médica pediatra. Ansiosa que sou publiquei antes dela. Mas posso escrever outro com novo  enfoque ao tema, caso ela queira.

sábado, 5 de junho de 2010

Blogagem Coletiva Espiritual

ACOLHIDA

Nasci, tenho certeza,  para acolher. As vezes parece o contrário mas garanto ser essa minha primeira vocação. Tento todos os dias viver verdeiramente de coração aberto para o outro, principalmente os que são diferentes, os que pensam diferentes. Ver Deus em todas as pessoas, como forma maior de ACOLHIDA. Estar disponível sempre para oferecer o ombro, oferecer o pão necessário, a Palavra que alimenta, o abraço que acalenta.



No exemplo de Maria, que acolheu o Menino Deus em seu ventre, vivo a experiência de acolher os meninos que Deus me mandou, Vinícius e Vitor. E hoje é o dia de agradecer a Deus a graça de ter acolhido o Vitor, meu companheiro inseparável há exatos 15 anos. Hoje é o seu aniversário e como me sinto feliz e realizada em tê-lo perto de mim. Sua alegria, seu jeito carinhoso e responsável são alentos para o meu coração de mãe.



Hoje não há outra maneira de falar sobre espiritualidade sem falar do meu filho


Sou uma pessoa melhor apenas por ser sua mãe

Vitor  com seis  meses e Vinícius com 5 anos

Nós dois visitando uma exposição aqui em Vitória


Com oito anos, sempre charmoso e lindo

MEU FILHO COMO AMO VOCÊ!






quinta-feira, 13 de maio de 2010

Meu menino se barbeando

Ai que dificuldade de sentar aqui pra escrever qualquer coisa no blog. Em 1988, a Campanha da Fraternidade (realizada pela Igreja Católica no Brasil na época da quaresma) discutiu a questão dos negros no Brasil, a escravidão, o racismo e as políticas de inclusão desse povo vindo da África que ajudou a construir o Brasil. Mas, mesmo sendo 13 de maio,  não vou falar de escravidão e sim de um sentimento que acometia os negros chamado BANZO, que numa tentativa de tradução significa melancolia, tristeza, saudade. Um sentimento próprio daqueles que foram tirados a força de suas casas, seu lugar e escravizados. Exageros a parte, estava (estou)  assim, de banzo, uma tristeza que tem explicação, mas que por hora, nem consigo falar sobre ela.

Mas fico pensando, que coisa mais chata os meus amigos ficarem lendo sobre minhas tristezas, que pessoa sem graça devo parecer. Mas como esconder o que sinto? Simplesmente não consigo, sou assim,  transparente. Porém  tenho uma facilidade enorme de esquecer tudo, passar por cima das pedreiras e recomeçar. Então no domingo de manhã, estávamos (eu, marido e o Vitor - o filho mais novo) nos arrumando para a missa. Quando cheguei na porta do quarto dos meninos deparei com uma cena que não podia, de modo algum,  deixar de fotografar. Fui quietinha pegar a máquina, porque talvez nunca mais consiga fazer uma outra foto dessa e a imagem pode se perder pra sempre na minha memória. 




O pai ensinado o filho a se barbear. Esse menino de apenas 14 anos, mudando a voz, tornando-se homem agora já faz a barba também. Até outro dia ele era assim: 

 
Na foto com Dany o poodle que está conosco até hoje

Aqui no colo do pai no aniversário de dois anos e agora está  mais alto que ele.

Não poderia mesmo, apesar da falta de assunto para postar, da melancolia que toma conta de mim, não poderia deixar de mostrar as imagens dessa fase da vida de meu filho, imagens que dizem tanto pra mim. Esse filho companheiro que muitas vezes com um olhar sabe o que estou sentindo e até mesmo o que quero falar. Esse filho, tão responsável, mas apenas uma criança (ele vai detestar ler isso) que chama minha atenção quando falo alto e dá provas todos os dias do seu amor por mim. Amo você também meu filho.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Voltar ao trabalho

Gente amiga e querida voltei hoje à minha rotina, à minha saudável rotina de trabalho. Confesso que ao chegar aqui e sentir o cheiro dos documentos antigos e guardados (tem gente que tem horror a esse cheiro) bateu uma emoção forte e um sentimento de gratidão enorme. Amo mesmo o meu trabalho e talvez não consiga explicar em palavras esse amor.


                                                                      Curso de Arquivo Eclesiástico em julho de 2009

Acabou a vida mansa de todo mundo lá em casa. O marido não estava de férias. O Vitor começou a estudar na segunda- feira e agora enfrenta os desafios do Ensino Médio. O Vinícius começou hoje o estágio no Departamento de Jornalismo da Rádio América AM e hoje também começam as aulas na faculdade.


Foto do Vinícius na Rádio da Universidade quando era monitor

O mundo é mesmo pequeno. Vocês acreditam que trabalhei durante 10 anos na Rádio América, produzindo e apresentando o programa "Povo e Cidadania". Foi um período muito legal da minha vida. Como aprendi, como cresci e como fiz amigos queridos entre os funcionários e os ouvintes a Rádio. Lá também ganhei prêmio (3° Lugar do Microfone de Prata - Prêmio Nacional), como um dos três melhores programas jornalísticos em defesa da cidadania  e da justiça. Tenho ótimas lembranças guardadas em meu coração. Saí porque queria seguir outro caminho. Agora está lá o meu filho. Passou  nas entrevistas, nos testes e entrou, só fiquei sabendo depois de tudo acertado. Foi melhor assim. Agora mais um valfré vai (se Deus quiser) se destacar nas ondas do Rádio.
Euzinha apresentando o programa Povo e Cidadania
Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Por que ele cresceu?



Grão de amor (Tribalista)



Sabe quando você sente que o filho cresceu e vai se desgarrando do seu peito? É assim que sinto a ausência do meu. Tudo bem, alguém vai me dizer que ele já tem 19 anos, que mede mais de 1 metro e 80  e que está na faculdade cuidando da vida. Mas que crescer é esse que o leva pra longe de mim? Por que eu falo e ele não responde? Por que não mais divide comigo suas preocupações? Será que esqueceram de avisar ao meu coração para não se preocupar quando ele chega tarde? Será que não avisaram para não me angustiar por ele não ter se alimentado direito?


Vitor com 1ano e Vinícius com 6


Ah, os filhos que crescem sem pedir licença, se espalham sem avisar e sem nenhuma comunicação, repentinamente, se tornam homens. Agora só me falta o Vitor vir me dizer que também quer privacidade e que está doido de vontade de mudar de casa e morar sozinho. Escuto agora: me deixe sim, mas só se for pra ir ali e pra voltar .... dos Tribalistas. Ai que vontade de chorar. Mas vou sobreviver e passar por essa fase também .Beijinhos aos queridos e queridas que passam por aqui.


Vitor 10 anos e Vinícius com 15. Última foto que tiramos, os três juntos. Vinícius agora acha a coisa mais brega do mundo  tirar fotografia comigo, com o pai ou com o irmão. Vitor está escondendo o aparelho ortodôntico com a mão.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

A mãe e o seu menino

Quem me dera
Tê-lo de novo nos braços
Tão frágil e pequenino
Para te aquecer de abraços.
E numa real quimera
Ser mais uma vez
A mãe e o seu menino
Ah! Quem me dera.