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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Moqueca Capixaba

Esse não é um blog de culinária. Aliás quem sou eu pra fazer uma página com esse tema, pois minha cozinha é simples demais e prática, sem glamour, trivial mesmo. A Gina do Nacozinha que é uma grande artista dos temperos e estudiosa do paladar e dos sabores é que merece todo o louvor por manter um blog tão saboroso. Mas por aqui gosto de publicar comidinhas simples e práticas que os amigos fazem, experimentam. Tenho outras receitas enviadas por Elaine Barnes que também é adepta da cozinha prática e que vou publicar pelo menos uma vez por semana. 


Hoje vou mostrar a moqueca capixaba que fiz, na panela de barro (se não for na panela de barro, não é moqueca capixaba) no sábado. Comprei 6 postas de dourado na feira, fiz a moqueca com coentro cebola, tomate e azeite e para acompanhar, pirão e arroz branco. Uma delícia. Marido adorou. 



Na bancada ao lado do fogão,  observem um prato de pimenta biquinho in natura. A pimenta biquinho ou de bico, não arde. Tem cheiro de pimenta, sabor de pimenta mas não arde. Compro assim e faço a conserva. Muito bom. Bjs 

terça-feira, 30 de março de 2010

A Semana Santa e a Torta Capixaba

                                          

Gente, primeiro quero dizer que adorei participar da blogagem coletiva. Que delícia todos aqueles posts com coisas lindas de ver, de cheirar, de sentir, enfim de viver. Mas hoje, quando já estamos na Semana Santa, iniciada com o Domingo de Ramos, eu não poderia deixar de falar com vocês sobre a nossa tradicional culinária para esses tempos. Pois é, o tempo é de jejum e penitência, mas com uma gostosura dessas que se faz por aqui na quinta e sexta-feira da Paixão, não dá pra fazer esses sacrifícios propostos pela Santa Madre Igreja. Eu, apesar de todos os compromissos religiosos que tenho nessa época, celebração de lava-pés, via-sacra, celebração da Luz no sábado santo e a Assembleia de Páscoa,  ainda assim, costumo fazer a minha trabalhosa Torta Capixaba.

Somos um Estado cheio de praias, com um litoral magnífico. Além do mais, quando os portugueses chegaram aqui em 1535, encontraram os primeiros habitantes, os índígenas. Imagine então o que herdamos de sabor, de cultura, de belezas e de encantos.

Hoje o marido já foi providenciar o bacalhau e amanhã deverá chegar o palmito in natura. Os outros ingredientes, siri desfiado, camarão fresco, compro na quinta de manhã. Sim a torta é feita com esses produtos e ainda outros. Algumas pessoas colocam também  sururu, mas como nem todos gostam na minha casa, evito colocar.
Aqui temos um lugar onde se vende o palmito, autorizado pelo Ibama

A torta é muito gostosa, dá trabalho, mas vale a pena, pois tem um sabor só nosso, aqui do Espírito santo. Pessoas mais simples e sem condição de comprar todos os ingredientes tem uma outra alternativa, pode substituir o palmito por repolho, o bacalhau por peixe salgado, pode ainda usar sardinha e atesto que também fica muito gostosa. O segredo, sem dúvida é a panela de barro, feita ali pertinho no bairro de Goiabeiras, pelas tradicionais paneleiras capixabas. Sempre digo que não acho graça nenhuma em comer torta fora dessa época. Puxa logo quando deveria fazer fazer jejum, cometo o pecado da gula, rsrsrsrs. A receita está aqui e a história desse prato típico e tão antigo está aqui.

E vocês o que costumam fazer na Semana Santa? Qual o prato típico da cidade ou região de vocês? Gostaria muito de saber e até mesmo de receber a receita através do valfre@oi.com.br.

Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso.