segunda-feira, 12 de abril de 2010

Azul - Blogagem Coletiva


A MENINA DO VESTIDO AZUL

Num bairro pobre de uma cidade distante morava uma garotinha muito bonita. Acontece que essa menina freqüentava as aulas da escolinha local no mais lamentável estado: suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo.

Assim raciocinou o mestre: "é uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumada desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul".

Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias antes das aulas.

Ao fim de uma semana, disse o pai: "Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar um pouco a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"

E assim fez o humilde casal. Até que sua casa ficou muito mais bonita que todas as casas da rua, e os vizinhos se envergonharam e se puseram também a reformar suas residências.

Desse modo, todo o bairro melhorava a olhos vistos, quando por isso passou um político que, bem impressionado, disse: "é lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo". E dali saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro.

Dessa primeira comissão surgiram muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a se reconstruírem.

E pensar que tudo começou com um vestido azul... Não era intenção daquele simples professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse aos bairros abandonados de todo o país. Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro movimento, do qual se desencadeou toda aquela transformação.

É difícil reconstruir um bairro, mas, é possível dar um vestido azul!

Adoro essa história e sempre gosto de contar como motivação nos meus cursos. Nessa blogagem coletiva continuo fazendo propaganda das maravilhas feitas pelo nosso criador.
 
O AZUL OFERTADO PELO CRIADOR
 


 
(Imagens da Net)
 
E dos meus artesanatos, feitos com todo carinho e cuidado, minha terapia
 
 ARTESANATO AZUL FEITO POR MIM
 








Havaina customizada especialmente para essa blogagem

Hoje é dia da padroeira do Estado do Espírito Santo, Nossa Senhora da Penha. E nessse feriado especial quero homenagear meu Estado com
 
 
Imagem de Nossa Senhora da Penha com seu manto azul


O convento da Penha vestido de azul durante a noite

Desejo a vocês estabilidade, profundidade, lealdade, confiança, sabedoria, inteligência, fé, verdade, eternidade.  conhecimento,  integridade, poder, seriedade, generosidade, saúde, cura, frescor, entendimento, tranqüilidade, proporcionados pela cor azul..


domingo, 11 de abril de 2010

Blogagem Coletiva SOS Rio de Janeiro


Estou divulgando a Blogagem Coletiva a pedido da Glorinha do blog Café com Bolo.Quem puder divulgar e participar dessa Corrente do Bem, copie e cole em seu blog também.

DOAÇÕES DE ROUPAS E ALIMENTOS:
Em Belo Horizonte/ MG – Avenida Prudente de Morais, n.º 44 – Sala 503 e na Rede Super – Avenida Olegário Maciel, n.º 2181 – Lourdes, Belo Horizonte/MG.

Em Niterói/RJ - Igreja Evangelica Cristã Aliança: Rua Desembargador Lima Castro, n.º 126 – Loja 106 – Fonseca – Essa igreja fez parceria com a Associação dos moradores para arrecadações. Quem preferir depositar a doação pode fazer na conta da igreja: Banco Itaú – Ag. 5649 – C/C: 00093-1.

Igreja Metodista em Icaraí: Rua Mariz e Barros, n.º 163, Niterói/RJ – CEP: 2612-1143.

Em São Paulo/SP - No Estádio do Morumbi, foi montada uma tenda no estacionamento para receber as doações, no estacionamento do Portão 1. A tenda funcionará das sete da manhã às oito da noite, até domingo (11/04), quando as carretas sairão do local levando o material a ser entregue ao governo do Rio. A expectativa é arrecadar até 400 toneladas.

Em todas as lojas dos hipermercados Walmart.

Nas rodoviárias do Tietê, Barra Funda e também na Rodoviária de Campinas/SP.

Em Niterói há mais alguns postos de coleta:
Clube Canto do Rio - Rua Visconde do Rio Branco, 701
Escola Municipal Paulo Freire
Grupo Pão de Açúcar - todos os supermercados do grupo recebem doações: Sendas, ABC, CompreBem, Extra
Instituto Lassalista Colégio Abel - Rua Mário Alves, 2 e Av. Roberto Silveira, 29
site: http://www.riosolidario.org/

Infelizmente aqui em Vitória desconheço algum posto de arrecadação de doações para os desabrigados. Como estamos em pleno feriadão, talvez a Cáritas Arquidiocesana assuma essa tarefa no início da semana. Mesmo assim, estou participando da Blogagem Coletiva.
 Vamos fortalecer a Corrente do Bem!
Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso!


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Meu nome: direito e conquista

                                                        
Imagem da Net

Uma das coisas que decidi logo que fiquei grávida dos meus filhos foi o nome  que daria  a cada um. Aliás, decidi não, decidimos, marido e eu decidimos juntos. Deixei de lado preferências  que eram só minhas e ele teve qua abrir mão das suas também para chegarmos a um consenso. Daí nasceram Vinicius e Vitor. A escolha do nome é realmente uma tarefa mais que especial delegada aos pais. Mas porque estou escrevendo isso? O post sobre a minha mãe rendeu mais do que palavras. Rendeu além de comentários carinhosos e abraços virtuais afetuosos, lembranças que estavam guardadinhas numa caixinha que trago dentro de mim.

Eu aos quatro anos

Lembrei da história do meu nome. Sim, meu nome tem história e como tem. Alíás não nasci Giovanna e nem sempre me chamei Giovanna Marcia Valfré. Acho que já falei que sou filha de mãe solteira e isso em 1964 era quase uma maldição. Naquele tempo não havia justiça que obrigasse um homem a assumir com responsabilidade o filho que gerou. Não havia teste de DNA para provar a paternidade e eu só contava com a coragem e a certeza de minha mãe de que eu era realmente filha de meu pai. O suposto pai não queria assumir, de jeito nenhum. Garotão, irresponsável, mimado. Fazer o que? A mãe barriguda, difamada, expulsa de casa foi a luta. Teve a filha sozinha com a ajuda escondida de alguns (pouquíssimos) amigos e parentes. Na saída do hospital ela resolveu que me chamaria  Marcia. Então alguém disse, "vamos ao cartório registrar  criança" e ela respondeu que não, que iria esperar mais um pouco pois sem certidão de casamento nas mãos a filha não teria direito ao sobrenome do pai. Sem certidão de nascimento, vou ao médico, ao posto de saúde, à escola...assim mesmo sem existir oficialmente.


No colo dela

O pai continuava batendo o pé, "não registro, não é minha filha", apesar da semelhança revelar o contrário. Quando precisava escrever meu nome, escrevia  Marcia Nicolau (sobrenome dela), mas ela na sua imensa sabedoria, coragem e certeza me ensinou também a escrever o sobrenome que estaria grafado no meu futuro registro de nascimento. Quando estava  terminando o curso Primário (atualmente a quarta série do Ensino Fundamental) a diretora da escola mandou chamá-la para dizer que a situação era  insustentável. Ou ela apresentava meus documentos ou eu teria que deixar a Escola. O que fazer? Desespero e desânimo ameaçaram sua coragem. Mas ela, altiva como sempre foi, decidida e forte  como uma rocha,  foi  até  onde estava o meu pai, contou a história, o ultimato da diretora e ele sem qualquer questionamento, sem nenhuma discussão, levantou de onde estava sentado, se arrumou e foi  ao cartório junto com ela providenciar a minha certidão de nascimento (vai entender!!). A minha avó Beatriz (um doce de pessoa), antes que eles saíssem fez um pedido, que eu tivesse o nome dele, para quem sabe, amolecer o seu coração, ajudá-lo a tomar juizo e a assumir de verdade a filha. Terminou a tarefa dela (minha mãe) no que diz respeito ao meu registro civil, iniciou a minha. Com certidão nas mãos cheguei  a escola e a minha professora, tia Ana, perguntou: você já sabe escrever seu nome novo? Respondi que sim e escrevi: Giovanna Marcia Valfré. Giovanna o feminino de Giovanni (o nome dele conforme pedido de vó Beatriz), Marcia, o nome escolhido por minha mãe e como eu já era conhecida e Valfré o sobrenome dele.


Foi assim, com a paciência e a coragem da minha mãe que conquistei o direito ao nome. Entretanto conquistar o amor desse pai foi uma outra aventura que certamente ainda contarei nesse blog.

Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Saudades da minha mãe

Hoje me bateu uma saudade imensa da minha mãe. Não sei o motivo, sei que é apenas saudade. Saudade da sua voz, do seu cheiro, do seu carinho. Já escrevi sobre essa saudade nesse post aqui . Sinto muita falta do seu sorriso e da sua palavra que consolava e acalmava. Até mesmo das brigas e enfrentamentos tenho saudades. Pois isso tudo me fez crescer e amadurecer. Que mulher corajosa era aquela que enfrentou tempestades e terremotos para me criar.  Que tinha medo de quase nada (pelo menos era o que eu achava) e que enfrentava as  adversidades da vida sempre com muito bom humor. Hoje tenho lembranças boas, outras nem tanto,  histórias bonitas e engraçadas dela para contar aos filhos e algumas fotografias.  O mais importante que guardo aqui no fundo do peito, como herança valiosa deixada por ela, é a sua coragem. É como se todos os dias ela me dissesse: - Filha, coragem vai dar tudo certo!

A de lenço na cabeça era a minha mãe na minha festa de aniversário de 4 anos. O calendário na parede marca o ano de 1968. Seu nome era Iracir e ela faleceu no início da primavera de 1987.


Essa fotografia (quando eu tinha 9 meses) me lembra a luta e as dificuldades que enfrentava. Sempre que eu reclamava da falta de fotos minhas quando pequena ela me dizia que essa única foi paga em várias prestações. As fotografias na época em que nasci eram artigos de luxo.

Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

ROSA - Blogagem Coletiva

O rosa é uma cor emocionalmente descontraída, que influi nos sentimentos convertendo-os em amáveis, suaves e profundos. Nos faz sentir carinho, amor e proteção. Também nos afasta da solidão e nos converte em pessoas sensíveis.  Assim como o vermelho reflete mais a parte sexual, o rosa está relacionado ao amor altruísta e verdadeiro.
As palavras chaves da cor rosa são: inocência, amor, entrega total, ajudar ao próximo.

Fonte: www.euroresidentes.com

O ROSA OFERTADO PELO CRIADOR













(Imagens da Net)


ARTESANATO ROSA FEITO POR MIM












Desejo a todos vocês, inocência, amor, entrega total, solidariedade com o próximo, que são as palavras chaves da cor rosa.








sexta-feira, 2 de abril de 2010

Um pedaço de torta capixaba

Não poderia deixar de passar por aqui para postar um pedaço da minha torta. Ficou muito boa, modéstia a parte. Mas tembém tive uma ajudante nota 10. A torta capixaba e muito trabalhosa e eu fiquei enrolando e com muita coisa pra fazer, compromissos na Igreja e aí as coisas começaram a enrolar aqui em casa. Entre os capixabas há outra tradição que é sempre levar um pedaço da torta que você fez para o vizinho. Ontem a minha querida e prestativa  vizinha veio trazer o pedaço da torta dela,  viu o meu sufoco então começou a me ajudar. Cortou palmito, refogou o bacalhau, o camarão... e depois ficou  aqui em casa com minha sogra enquanto fui para a Igreja celebrar o Lava-Pés.Por isso ficou tudo pronto antes da meia-noite. Com os ingredientes que comprei - 9 peças de Palmito pupunha, 2 kg de bacalhau, 1 kg de camarão, 8 maços de coentro, 2 de cebeolinha, 6 cebolas pequenas, 660 g de azeitonas, 2 dúzias de ovos - fiz 3 tabuleiros de torta (um grande, um médio e um pequeno).

Ao lado meu arranjo de tulipas de tecidos na chaleira de louça



Lendo os posts nos blogs de hoje, indico o post da Glorinha do Café com Bolo. A Glorinha tem uma sensibilidade muito grande pra escrever. Texto delicado, agradável, uma delícia.

Amanhã, sábado da vigília pascal tenho missa as 19 horas. Tudo nos preparando para a grande Madrugada da Ressurreição. Esse ano vamos celebrar a Páscoa numa comunidade vizinha, uma das mais violentas e pobres do município. Será um grande dia!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Desidratador de alimentos ou um elefante branco

Gente, sabe aqulea expressão: elefante branco? Pois acho que a desidratadora de alimentos que comprei é um desses. Tô triste e chateada com a compra e o marido mandou devolver, mas eu achei desaforo devolver sem sequer experimentar. Conto a história toda: estava eu contente com a compra e esperando chegar depois de ter comprado com a voltagem errada e devolvido como expliquei aqui. Mas então o aparelho chegou e eu fui logo ler o manual de instrução e quase caí dura. Gente pra fazer tomates secos nessa geringonça gasta-se de 18 a 20 horas. Eu mereço?

Mas mesmo hoje tão ocupada, me preparando para a Celebração do Lava-Pés, que vou presidir, resolvi comprar tomates e experimentar o desidratador. Está ligado desde as 10 horas da manhã e já são 4  da tarde. Vamos ver até quando vai isso. Estou as voltas com a Torta Capixaba, cortando palmito, desfiando bacalhau. Mas acho que antes de meia noite fica tudo pronto.

A Semana Santa pra mim é um tempo muito especial, de reflexão e oração. Lendo os posts dos outros blogs hoje me deparei com o texto belíssimo da Cris França do Canto de Contar Contos (Leia aqui). Que maravilha se colocar a serviço do outro. E foi exatamente isso que fez o Nosso Senhor Jesus Cristo. É exatamente essa a nossa missão.


Aos queridos e queridas que passam por aqui deixo o meu abraço carinhoso.